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  • Rafael Oliveira Buta

Litíase urinária (Pedra nos rins)


Cálculos (ou pedras) urinários são estruturas endurecidas que se formam no interior dos rins, devido à agregação de cristais presentes na urina. É uma doença frequente, que acomete cerca de 12% dos homens e 6% das mulheres. ​ Os cálculos surgem quando há excesso de substâncias formadoras na urina (cálcio, fosfato, oxalato, ácido úrico), ou quando as substâncias urinárias que naturalmente inibem a formação dos cálculos (citrato) estão reduzidas. Isso gera na urina um ambiente propício para formação de cristais, que agregam-se e formam os cálculos. ​ As principais condições que levam a isso são: ​ - predisposição genética; - baixa ingestão de líquidos; - dieta rica em proteínas e em sal; - obesidade; - alterações anatômicas do trato urinário; - obstrução urinária; - fatores ambientais, como clima quente e seco; - doenças como hiperparatireoidismo e doenças inflamatórias intestinais. Os cálculos pequenos e restritos ao rim, podem não causar sintomas, sendo diagnosticados em exames de imagem realizados para outros fins. Ocasionalmente esses cálculos renais podem causar dor lombar leve e intermitente. Porém quando os cálculos seguem o fluxo da urina e deslocam-se para o ureter, podem ocasionar obstrução do trato urinário, levando ao quadro típico da cólica renal: dor lombar em cólica, aguda, de forte intensidade, que se irradia para a parte da frente do abdome. O paciente pode também apresentar: - náuseas e vômitos; - sangramento na urina; - aumento da frequência urinária; - dor na região genital. ​ O diagnóstico é baseado no quadro clínico e no exame físico, que são bem típicos. Para o planejamento do tratamento é necessário um exame de imagem (tomografia ou ultrassonografia). ​ Quanto ao tratamento, primeiramente visa-se o alívio da dor, com medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e, ocasionalmente, opióides. Para pacientes com cálculos pequenos, na parte final do ureter (perto da bexiga), e que não possuam infecção, alteração da função renal ou dor que não melhora com a medicação, pode ser realizado tratamento clínico, aguardando-se um prazo até que o cálculo seja eliminado de forma espontânea. Nos casos de cálculos ureterais maiores ou mais altos (mais próximos do rim), ou quando o tratamento clínico é ineficaz, lança-se mão do tratamento cirúrgico minimamente invasivo realizado por via endoscópica. O cálculo é fragmentado por uma fonte de energia a laser, e os fragmentos são retirados com o auxílio de pinças especiais. A depender das condições clínicas do paciente e das características do cálculo, o tratamento cirúrgico pode ser realizado em mais de uma etapa, para maior segurança do paciente e prevenção de complicações.



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